Se correr, o bicho pega!

O que aconteceu ontem em Santa Catarina?? Que traulitada foi essa que o Santos tomou??

Pra um time que luta contra o rebaixamento falta, no mínimo, vontade. No mínimo, pra não incorrer no erro dos injustos.

Ver o Cuca com cara de choro toda vez que a câmera foca nele me dá náuseas. Aquele senhor tem cara de derrotado. Já nasceu assim, fazer o que?

Mas… trocá-lo agora seria assinar o atestado de “sim, pretendemos o rebaixamento”.

Dessa forma, fica o torcedor santista entre a Cruz e a Espada. Enquanto isso, nosso excelentíssimo senhor Presidente, Ele, o Supra-Sumo, ri. Isso mesmo. Nosso presidente ri.

Do que ris, presidente? Da tua conta bancária, certamente. Porque da situação do time, só se for riso nervoso. E aquilo não parecia riso nervoso, não.

Estamos feitos. Temos um banana no banco, um bando de come-dorme em campo e uma hiena sentada na cadeira de presidente (sim, Renatinho, achei sua definição bárbara!)

Pra mim tinha que colocar o seu Zito no comando da coisa. Com ele a pancada é certa. O Homem mandava no Rei, não vai mandar em um bando de bobos-da-corte porquê?

O Kléber “da Seleção” já disse que quem não quiser mudar o rumo da história deve sair. Engraçado que ele disse isso logo depois do seu ‘dono’ dizer que ele tava de saída para a Europa. Nada mais oportuno. Cata o boné e área, chinelo!

Moçada, vamos respeitar a história dessa camisa, pelo amor de Deus.

CUCA, PÁRA DE PEDIR DEMISSÃO EM TODA DERROTA! Tira essa cara de coitado que aqui não é o Botafogo, não, e a gente não se compadece tão facilmente.

E aos jogadores, não peço amor à camisa. Peço só que FAÇAM SUA OBRIGAÇÃO de profissionais.

Menos balada, mais cancha!

VAMOS JOGAR BOLA, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô!!

Como tudo muda em cinco meses…

Pois é…

Fiquei um baita tempão sem escrever no blog. Falta de tempo. Falta de paciência. Falta de vontade, sei lá. Tanta coisa aconteceu, boas e ruins, que não vale a pena mencionar.

Bom, mas a última vez que eu escrevi no blog o Leão ainda era técnico do Santos. Ainda estávamos na Libertadores…

Hoje nosso (meu) amigo felino tá indo pra Arábia encher as burras (camelos) de dinheiro e o Cuca, nosso novo comandante, tá realmente encarando “um novo desafio na carreira”… Briga pra conseguir uma vitória sob seu comando, grita na beira do campo com um bando de bananas dentro dele. Gentinha sem alma, mercenários folgados, come-dormes sem vergonha na cara.

Ainda bem que, pelo menos ele, o Cuca, tem a paciência da torcida. Ao contrário do Leão, que nem essa paz pode ter.

Só espero que nosso maravilhoso Marcelo Dualib Teixeira não resolva, de novo, trocar o treinador. Isso, sim, seria um passo largo rumo à segundona.

Ah, continuo achando que time grande não cai. O problema é quando o time grande se apequena. Aí, sim, é capaz de cair…

Saudações santistas

O futuro do Santos – e uma ‘teoria revolucionária’

Este é um post sério. Talvez o mais sério e de maior profundidade do ano. É um post que chama a todos, especialmente a torcida santista, à análise e à razão.

Em primeiro lugar, o que me fez pensar sobre o que escrevo abaixo foi uma frase, quase ignorada pela imprensa, dita pelo treinador Émerson Leão depois da derrota de ontem, diante do bravo esquadrão do Barueri: “Custe o que custar.”

Dispamo-nos de ideologias partidárias para colocarmos em discussão o assunto mais sério dos últimos anos. O que está em jogo neste começo de 2008 é algo muito maior do que simplesmente o Campeonato Paulista. Maior que a Taça Libertadores. Maior que qualquer campeonato.

O que está em jogo neste começo de 2008, para o Santos FC, é o seu futuro e a determinação da manutenção de seu lugar no rol dos grandes times – ou não.

Da boca do presidente Marcelo Teixeira dificilmente ouvimos algo que gere algum debate ou que nos proponha algum conteúdo. Entretanto, desde a contratação de Émerson Leão, a torcida, gostando ou não dele, deve admitir que ganhou um porta-voz sobre os assuntos internos do clube.

Eis que durante entrevista coletiva, em que todos parecem mais ter se apegado às declarações sobre contratações e sobre o suposto doping do árbitro, o treinador deixou muito claro o que está acontecendo na rotina do clube. Uma revolução. Uma completa e total reformulação. E, o mais assustador, o treinador frisou, enfaticamente, que essa revolução será feita ‘a qualquer preço’. “Custa o que custar” foi a expressão exata.

O que exponho abaixo não é fruto de nenhuma conversa com dirigente. Não é fruto de entrevista. É fruto, única e exclusivamente, de análise dos fatos. É a minha impressão, com a qual vocês concordem ou não.

Bom, mas vamos aos fatos antes de analisá-los.

Dadas as últimas informações vindas da Vila, Émerson Leão, quando refere-se a uma “revolução” o faz, claramente, pensando no trabalho desenvolvido junto aos juniores e ao tratamento destinado pelo clube aos atletas e seus empresários

Pois bem. A história começa na dispensa do técnico Vanderlei Luxemburgo. Me parece bastante óbvio que a dispensa do treinador já estava certa desde antes das eleições no Santos. Óbvio, também, que Marcelo Teixeira sequer cogitou ‘abrir o jogo’ e expor à opinião pública os fatos reais, escancarar suas idéias às vésperas do pleito. Mesmo porque sabe-se que as pessoas tendem a desconfiar de teses revolucionárias assim que são colocadas à sua frente. Isso podia lhe valer a re-re-re-reeleição.

Voltando a Vanderlei Luxemburgo. Não afeito a trabalhar com orçamentos apertados nem disposto a lançar um time de garotos que, aposta das apostas, pode levar um clube tanto à glória quanto à ruína, o treinador-estrela não se dispôs a ‘pagar pra ver’ nem a colocar o nome dele em jogo em um projeto ousado, o qual é tema dessa coluna e no qual chegarei em breve.

Com a recusa de Vanderlei, Teixeira combina com o treinador que esse, que sai do Santos ainda como amigo do mandatário, será seu principal cabo eleitoral. Dirá em entrevistas, e a todos, que só negocia com o Santos caso o amigo seja reeleito. Afinal, o técnico é uma espécie de ‘craque’ da torcida. A torcida confia nele. Ninguém (quase) questiona sua qualidade.

E funciona. Teixeira é re-re-re²eleito. Mas Luxemburgo, como já sabido nos corredores iluminados da Princesa Isabel, sai.

E quem vem para o lugar é um velho conhecido: Émerson Leão. Aquele boca-dura, que topa desafios, que não tem mais nada a perder depois de campanhas (e saídas) polêmicas nos rivais Corinthians e São Paulo. Leão, como dizem por aí, encara a idéia como um desafio na sua carreira.

A teoria
Marcelo Teixeira, apesar de todo o amadorismo e de todo o nebulismo que cercam sua administração, tem uma idéia na cabeça: tornar o Santos um clube auto-suficiente. Grande. Poderoso. Como foi nos idos de 60. Pensa em buscar no passado a chave para o futuro.

O plano envolve principalmente o investimento nas categorias de base. Os meninos, que são a menina dos olhos do mandatário, devem salvar o Santos. Levá-lo ao Céu. Nem que antes precisem ir ao inferno.

Lembrem-se das palavras de Leão, frisadas com tanta ênfase: CUSTE O QUE CUSTAR!

Com o alto investimento na base, nos olheiros, nos diretores juvenis, o Santos amealha uma meninada boa de bola – e que renderá um bom dinheiro em negociações. Com isso, gera mais dinheiro do que gasta, já que não dependerá de contratações milionárias. Craques a gente faz em casa, como diria o Flamengo tempos atrás.

Impossível surgirem novos Diegos e Robinhos ano após ano. Entretanto, ainda que não surjam times geniais, Teixeira espera pelo menos tirar dos CTs juvenis talentos competitivos. Times com os quais o Santos possa disputar seus campeonatos com bravura e lutar nas primeiras colocações. E isso está longe de ser impossível.

Com o tempo, esses meninos-promessas crescem e, mais importante, aparecem. E novos meninos surgem para substituí-los, já que, depois da engorda, vem o abate.

Aquele “custe o que custar” deixa na Vila um ar de deja vù. Para mim parece claro que há um pacto, como o feito com Lula antes da geração dourada. Um pacto de apoio aos atletas revelados e ao técnico, para que se consume o plano principal, que é o da auto-geração de talentos. E esse plano deve ser levado adiante custe o que custar.

Leão, ao chegar, dá uma pisada no calo de Teixeira e, colocando suas vaidades pessoais à frente do apalavrado com o chefe, bota a boca no trombone e desanca a comissão técnica anterior e tudo o que  a envolvia, inclusive o Cepraf, outra menina dos olhos dos Teixeira.

Nem assim é dispensado.

Nada, nenhum resultado negativo, nenhum revés, será capaz de derrubar o técnico. Afinal, o resultado não é esperado para agora.

Por isso acredito que a torcida deva se demover de toda e qualquer esperança de título neste ano. E, pelo “custe o que custar” que escapou da boca do comandante santista, passo até a temer pela nossa colocação neste campeonato paulista. Mas, mais uma vez, a coisa vai muito além de um campeonato regional. Trata-se de um projeto para o futuro. Uma boa causa.

Pela primeira vez em anos, vejo Marcelo Teixeira empenhado em um projeto de longo prazo, um projeto que pregue a seriedade na administração do Santos FC. Um projeto para o Santos do futuro.

Um Santos FC independente de empresários e seus embustes. Um Santos FC gerador de talentos, garimpando meninos pelo Brasil, trazendo-os aos campos da Vila. Dando estrutura e cobrando empenho. Subindo-os aos profissionais.

Perfeito e digno de aplausos, ao meu ver. Entretanto, sempre há um porém. Ou, porém, sempre há um entretanto…

Em primeiro lugar falta resolver um assunto de extrema urgência: o tratamento reservado aos empresários. Esses podem colocar abaixo todo o plano dos Teixeira. Sinceramente, não sei como se livrarão dessa praga daninha. Talvez pudessem colocar o Zito para cuidar disso…

Além disso, para o início desse projeto ousado, Teixeira precisaria botar a mão no bolso por uma última vez. Contratar nomes que pudessem levar os meninos pelas mãos. Atletas com experiência para passar, de boa índole, bons de bola, com passagens por clubes importantes ou até mesmo a Seleção.

Sem esses, quem serão os exemplos dos meninos? Rodrigo Souto, por melhor que jogue, não tem retaguarda para isso. Fábio Costa, por mais ídolo da torcida que seja, temos que convir que não pode ser encarado como exemplo para quem está começando. Do elenco atual, apenas Kléber cumpre bem essa função.

Falta alguém para começar! Falta alguém cerebral para dar a mão aos meninos, passar conselhos, não deixar que se abatam diante de um revés. Alguém que lhes puxe de volta ao chão quando seus egos forem inflados pela mídia e pela torcida.

Teixeira prometeu reforços do exterior. Oxalá sejam esses os que tomarão as rédeas dos meninos para que, depois, eles possam andar pelas próprias pernas. O começo do trabalho precisa passar por esse caminho.

Mas nem o próprio Émerson Leão acredita nisso. Devemos nós acreditar?

E nós, como torcida, onde entramos nisso?

Primeiro, devemos esperar que haja seriedade por parte da diretoria para tocar esse plano com a eficácia que ele merece.

Além disso, eu, pelo menos, pretendo acompanhar de perto o desenrolar dessa situação. Se eu perceber que tudo o que eu penso que está acontecendo se confirmar, eu entro no pacto. Espero pacientemente esse novo lugar que o Santos terá na história. Ainda que hajam tropeços. Se o que estiver em jogo for o futuro do Santos, dou meu apoio incondicional. Custe o que custar.

Mas bastará um dos novos talentos ir embora sob circunstâncias misteriosas, uma pisada em falso do mandatário, para eu realmente me decepcionar. Nesse caso, o único caminho para os torcedores será o das urnas.

Sobre Marcelo Teixeira e outras ponderações

Interessante como ultimamente alguns santistas têm ficado meio cegos, pra não dizer um termo mais ofensivo. Alguns perderam a capacidade de discernir sobre coisas óbvias, separar o joio do trigo. Basta você elogiar o time, elogiar um jogador, pedir apoio à equipe, e já vem um desavisado falar que você “ama o Marcelo Teixeira”.

Bom, para mim é muito claro que uma coisa não tem NADA, absolutamente NADA a ver com a outra. Eu, que sou otimista confessa, que brigo pelo apoio incondicional ao time, sei que isso não anula as cobranças à diretoria. Mesmo porque eu quero mais, sempre mais.
Para os críticos de primeia hora, já aviso: sou CONTRA a administração Marcelo Teixeira como ela se mostra. Já fui favorável, sim. Não nego. Nenhuma vergonha nisso, já que foi um presidente que, queiram ou não, fez coisas positivas pelo clube. E outras tantas negativas, que poderia enumerar aos borbotões para delírio dos contrários.
Mas hoje em dia, acho que deu. Já chega. Não dá mais para suportar um presidente que acha que ele É o próprio poder. Democracia e revezamento de cabeças sempre fizeram bem. Não é possível num mundo como o de hoje tolerar a não-alternância de poder.
Um dos problemas sérios da administração Teixeira é a absoluta falta de transparência, o que dá margens às mais severas críticas. Justas. Não se sabe se o Santos está quebrado ou não, se o Teixeira não contrata porque não tem dinheiro ou porque tem outra coisa em mente. Não se sabe nada. Por isso bate-se tanto na administração MT, e com toda a razão. Enquanto não abrir a caixa preta, ou a Caixa de Pandora, vai-se continuar batendo. Eu, inclusive.

No entanto, isso não tira a responsabilidade da torcida em apoiar os jogadores que vestem a camisa, que foram contratados para isso, enquanto esses o fizerem. Incondicionalmente. Com paixão. Da mesma forma que isso não tira a responsabilidade da torcida em participar mais ativamente da vida política do clube. Como? Associando-se. Votando.
De nada adianta reclamar na mesa do bar que a administração precisa mudar, que assim não dá, que “Fora MT” se, na hora da eleição, não estiver lá para dar sua opinião, para contribuir com o futuro que a gente quer dar ao Santos.
Está satisfeito? Ótimo! Vá lá e diga isso nas urnas, também! É responsabilidade de todos nós, que queremos que o Santos continue a ser grande, que façamos a nossa parte. Associando-se e votando. O jeito é esse. Só esse.

Que venham os meninos!

Como eu previra, devem subir dos juniores, mesmo, o lateral Carletto, o talentoso meia Paulo Henrique e o artilheiro Thiago Luiz, além do zagueiro Diego Monar. Com isso, fecha-se o time do Santos.
São grandes apostas – com plenas condições de dar certo!
Além disso, gosto quando começamos sob a vaia da maioria. Quando ninguém dá crédito. Quando a imprensa ’sabe-tudo’ avacalha.
Aliás, estava lendo o blogo do Carlos Cereto e ele fez longas considerações sobre os times paulistas… mais especialmente São Paulo, Palmeiras, Corinthians… Sobre o Santos, escreveu duas linhas, basicamente com esse conteúdo: “sem dinheiro, não contratou. Esse será um ano terrível para a torcida do Santos”.
Respeito o Cereto, mas não sei como ele pode se dar o displante de dar uma de Mãe Dinah e bater o martelo sobre essa opinião dele… Primeiro, que o time do Santos não é ruim e ele, que vive disso, devia saber. Tudo o que mudou em relação ao ano passado foi a saída do Maldonado. Ok que é uma grande perda, mas não o suficiente pra derrubar o time pra segunda divisão.
Segundo que, se esses meninos derem certo – e algo me diz que darão – ele vai ter que engolir as palavrinhas dele a seco…
Enfim, mais uma vez, os meninos terão que fazer valer o DNA do Santos e colocar esse time nas alturas. Sem medalhões. Sem contratações estapafúrdias. Como sempre foi, como sempre será!

Seja qual for a sua sorte…

“Eu te disse, eu te disse”.

Ouvi isso, hoje, de irmãos de clube. Santistas como eu, mas que não acreditam no próprio time.
Rogam pela derrota para mostrar suas razões. Que o técnico não presta. O time não presta. Cegos, acreditam que cairemos para a segunda divisão de tudo o que disputarmos. Até da Libertadores, se lá Segunda Divisão houvesse.
Só o que eu tenho a dizer é: nada mais triste que ver irmãos de clube se regozijando da própria derrota só para provar uma suposta certeza.O que vi no jogo de ontem, basicamente, é um time novo. Em formação. Que precisa de entrosamento. Nada catastrófico.Um time bom que perdeu peças importantes – Kléber e Souto por contusão, Maldonado às vésperas – e, ainda assim, lutou.
Mas um time às cegas, onde um não achava o outro em campo. A palavra que faltou foi entrosamento.Não vou dizer o óbvio, que precisamos de um meia de criação. Mesmo porque pelo time de ontem não dá pra julgar, já que as poucas peças de meio-de-campo que temos não jogaram. Mas sou sair do campo racional. Não vou analisar o time, posição por posição. Vou filosofar.

Temos revelações que podem mostrar-se surpreendentes. Temos jóias nas categorias de base – as mesmas categorias de base que sempre foram os pilares do Santos, desde os tempos de Arnaldo Silveira, Haroldo Pires Domingues, Ari Patuska.

Hoje, parece que os torcedores deram para negar seu passado glorioso. Preferem contratações, sejam elas quais forem. Seja lá quantas forem. Começaram a menosprezar o que meninos podem ser capazes de fazer. E temos uma lista deles. Talvez mais do que qualquer outro clube no Brasil. Mas os torcedores deram para negar seu passado. Santos, teu segundo nome é tradição. Não renegue isso, jamais.

Por mim, vou esperar. Como sempre fiz, esperar com fé.

O Santos FC nasceu sob o signo de áries. Sua representação é a ave mitológica Fênix que renasce das cinzas, mais pura e mais forte do que antes. Áries simboliza o nascimento, o início, o despertar de uma nova realidade.

Quem conhece um pouco da história do time, por menos que acredite em astrologia, não pode duvidar do seu poder de superação.

Começamos o ano passado tropicando. Disse que seríamos campeões. Fizeram pouco. Irmãos de clube, até mais que os adversários, riram de mim. Terminamos com o título Paulista e, alguns, com cara de indagação. Eu, não. Eu acredito. Sempre.
E novamente eu acredito. Insistente. Persistente. Até a matemática dizer que não, eu continuo acreditando. Mas eu sou quase uma gota d’água cercada de deserto. Cada vez que eu tenho que relembrar que a história nos favorece, que o Santos já nos ensinou a não duvidar dele, sempre, dia após dia, confesso que chego a desanimar, parece que estou dando murro em ponta de faca.
Mas a minha parte eu faço. Continuo. Persistente. Agora, se não der, não serei menos santista por isso. Não deixarei de torcer, sempre, fervorosa e irritantemente. Nunca, jamais, deixo me orgulhar desse escudo. Não importa o resultado dos jogos, estou com a minha camisa, empunho minha bandeira. Não é um jogo que me fará maldizer meu amor. Não é um campeonato. É questão de se orgulhar da história, de se emocionar com os fantasmas que rondam a grama Sagrada da Vila Belmiro. Neles, acredito sempre.
Isso porque pra mim Hino é coisa sagrada. E eu levo à sério quando ele diz “seja qual for sua sorte, de vencido ou vencedor.”

Veeeem, Léo!

Notícia de uma hora atrás, do jornal português A Bola.

Léo e Benfica não chegam a acordo

As negociações entre o empresário de Léo e o Benfica para a renovação do contrato do lateral brasileiro não resultaram e o jogador deve deixar os «encarnados» em Junho do próximo ano.

O empresário do jogador, Breno Tannuri, que esteve hoje reunido com os responsáveis do Benfica, revelou, em entrevista à Antena 1, que não houve acordo para a renovação do contrato que liga Léo ao clube e o jogador brasileiro deve deixar a Luz no final do contrato, em Junho de 2008.

Tannuri explicou que o único obstáculo à renovação foram os valores apresentados ao jogador e não a duração do contrato: «Não é a duração do contrato que está em causa, o Léo abdicou dessa questão. O problema são os valores do contrato», referiu o empresário.

«Não acredito que haja uma possibilidade de acordo. O Léo cumpre o contrato de mais cinco meses com o Benfica e depois despede-se com carinho pela forma como foi tratado pelos adeptos. Quanto à directoria não posso dizer a mesma coisa», disse Tannuri, considerando que o atleta foi desrespeitado pelo clube.

«Se fosse outro atleta, até achava que voltava ao Brasil de mãos a abanar. Mas um jogador que tem o carisma dele e o carinho que os adeptos do Benfica têm por ele, permite ao Léo sair da mesma forma que entrou, de cabeça erguida».

http://www.abola.pt/nnh/index.asp?op=ver&noticia=132801&tema=3

 

O problema são esses cinco meses de contrato que ele ainda tem. Mas nada que um empréstimo com preferência de compra não resolva. Ou então, a primeira especulação sobre o assunto: dá o Kléber pelo Léo, Diego Souza e algum dinheiro.

 

O que não é aceitável é pensar em perder a chance de repatriar o Léo!

Está aberta a temporada de especulações

Bom, além dessas aí que eu coloquei abaixo, outros nomes surgem nos bastidores da Vila…

Diz-se que o Santos oferecerá o Kléber (LE) ao Benfica em troca do Léo (nosso eterno LE) + Diego Souza + $$

E comenta-se também no nome do zagueirão Argel. Aquele mesmo, da bicuda no banco de reservas do Palmeiras.

Olha, sobre todas essas especulations, eu tenho uma opinião: só acredito vendo!

Acho que, desses que eu postei ontem, só o Éder Luiz e o Thiago, goleiro, me trazem uma pulga atrás da orelha. Ferreira e Bolívar cairiam como uma luva. Mas ainda falta um 10.

Sobre essas especulações novas, a idéia da troca do Kléber pelo Léo já me agrada muito. Nada contra o Kléber, mas tudo a favor do Léo. Diego Souza também faria um bom papel.

Quanto ao Argel… Bom, se quando era novo já batia até na mãe, imagino agora que nem forma física tem mais. Digamos que é um Domingos com um pouco mais de talento – e de idade. Seria um baita xerife na Libertadores, desde que não tenha se transformado em um cabeça de bagre.

Acho que é melhor esperar pra ver o que se confirma e o que não se confirma.

(em tempo: será que a imprensa esportiva acha MESMO que todo mundo vai pro Fluminense??)

E já saiu a primeira lista…

Rumores dão como certa uma primeira lista de contratações do Santos, por indicação de Leão. São eles:

Goleiro – Tiago (Portuguesa)
Zagueiro – Bolívar (ex – Inter)
Meia – Ferreira (Atlético PR)
Atacante – Éder Luis (Atlético-MG)

Dêem-me tempo para digerir. Comento em seguida…

A cara do Leão

Estava vendo a entrevista coletiva que o Leão deu ontem, ao ser apresentado na Vila.

O que mais me chamou a atenção, muito mais que o blá blá blá tradicional, foi a cara do Leão. O jeito de falar.

Lembrava dele no Corinthians, no Atlético Mineiro, algumas de suas últimas casas. Lembrava do jeito monossilábico, irônico, mala. E não reconhecia essas características no Leão que vi ontem.

O velho (carinhosamente falando…) me pareceu mais loquaz. Mais à vontade. Empolgado acho que é o termo certo. Com uma cara boa, sabe como é?

Sinceramente, sempre preferi que o Santos fosse atrás de Abel Braga. Mas, depois de ontem, começo a pensar que nessa passagem pelo Santos o velho Leão fará história. Não sei porquê, mas o sentimento é bom.

 Agora, voltando à realidade…
Com os contratos para vencer, uma série de atletas são a ‘bola-da-vez’ pra sair do Santos ou não.

De todos eles, os mais importantes – na minha opinião – já renovaram. Marcos Aurélio e Rodrigo Souto. O primeiro vai voar na mão do Leão. O segundo foi peça fundamental na equipe esse ano. Tinham que ficar, mesmo.

Quanto aos outros, vejamos:
Adaílton: se for, vai tarde. Desaprendeu a jogar bola, e parece que gostou dessa nova condição de perna-de-pau. A zaga santista é um problema sério que o Leão vai ter que se virar pra resolver!
Adriano: tchau.
Alessandro: ainda acho que pode render alguma coisa. Costumo dar valor aos meninos, acho que pode ser banco, tentar mais uma vez. Mas pra titular, não serve.
Baiano: nem sei porque veio. Tchau, e não fará falta.
Leonardo: desmoralizado com Luxemburgo, quando resolve jogar bola é melhor que toda a zaga do Santos junta. Mas parece que está voltando mesmo para a Europa. Uma pena.
Moraes: tem cara de William, jeito de Douglas e futebol de Geílson. Ou seja, sacaneado pela torcida, sempre acaba se livrando do corte por fazer aquele golzinho salvador… Com essa política de ‘valorizar a prata-da-casa’, acho que fica. Pedrinho: gosto dele. De todos os que não renovaram ainda, é o que mais eu gostaria que ficasse.
Petkovic: se alguém quiser levar, eu embrulho com laço de fita!

Enfim, pode ser que eu esteja me empolgando demais, e cedo demais. Mas eu estou muito confiante para esse ano. Sem embasamento nenhum, apenas feeling.

Como diria Rita Lee, às vezes tenho o sexto sentido maior que a razão!

Oremos, santistas

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