Irreversível

Vi ontem, durante o jogo contra o Vitória na Vila, um Santos diferente do Santos que vinha se mostrando (arrastando) desde o começo do campeonato.

Era um Santos aguerrido. Lutador. Com vontade. Um Santos suado.

Com base nos últimos jogos, e olhando atentamente as feições dos jogadores ontem, posso concluir, sem medo de errar, que a recuperação do Santos é irreversível. Já estamos provisoriamente fora da zona da degola, mas nossa saída definitiva é questão de tempo. Pouco tempo.

Enquanto alguns times estão pedindo “pelo-amor-de-Deus” para entrarem nesse buraco – caso do Atlético Paranaense e da Portuguesa, o Santos não se entregou. Ao contrário dos jogos do meio do primeiro turno, quando jogava por jogar, apático, triste, esperando a morte chegar, o novo Santos joga com vontade, mesmo, de sair da degola.

Alguns fatores, é claro, contribuíram para essa mudança de espírito. A demissão do Cuca foi o primeiro deles. O homem não conseguia colocar um esquema tático, ninguém sabia onde jogar, era lateral jogando de meia, meia jogando de volante, zagueiro não jogando que era uma beleza.

Mas, na minha opinião, o que determinou o ressurgimento do Santos foi a volta de Rodrigo Souto. Com muito mais garra do que tinha à época do seu afastamento, o homem voltou pra jogar bola. Distribui jogadas, faz passes, toca, chuta… Tá comendo a bola, como diz papai.

A vontade de Souto contagiou o resto do elenco. Isso, claro, sem contar com os novos reforços, Bida e Wendel, principalmente. Todos eles arrumaram nosso meio de campo, liberaram os laterais (por falar nisso, jogou pouco mas jogou bem o Pará, hein! Tô gostando de ver) e deram mais segurança à zaga.

Tirando nosso artilheiro, que bota pra dentro todas que não perde (e são muitas, mas pelo tanto que marca já tá ótimo!!). Como eu já disse em outras colunas, o bom de ter Kléber Pereira no time é que, sempre que sai gol, você não precisa se preocupar em saber quem marcou…

É isso. Nosso caminho é irreversível. Será uma recuperação retumbante. E aos antis, que davam nossa queda como certa, um lembrete: TIME GRANDE NÃO CAI! Pode tropeçar, mas se recupera.

Vôa, fênix!

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