Arquivo paraJaneiro 22, 2008

Sobre Marcelo Teixeira e outras ponderações

Interessante como ultimamente alguns santistas têm ficado meio cegos, pra não dizer um termo mais ofensivo. Alguns perderam a capacidade de discernir sobre coisas óbvias, separar o joio do trigo. Basta você elogiar o time, elogiar um jogador, pedir apoio à equipe, e já vem um desavisado falar que você “ama o Marcelo Teixeira”.

Bom, para mim é muito claro que uma coisa não tem NADA, absolutamente NADA a ver com a outra. Eu, que sou otimista confessa, que brigo pelo apoio incondicional ao time, sei que isso não anula as cobranças à diretoria. Mesmo porque eu quero mais, sempre mais.
Para os críticos de primeia hora, já aviso: sou CONTRA a administração Marcelo Teixeira como ela se mostra. Já fui favorável, sim. Não nego. Nenhuma vergonha nisso, já que foi um presidente que, queiram ou não, fez coisas positivas pelo clube. E outras tantas negativas, que poderia enumerar aos borbotões para delírio dos contrários.
Mas hoje em dia, acho que deu. Já chega. Não dá mais para suportar um presidente que acha que ele É o próprio poder. Democracia e revezamento de cabeças sempre fizeram bem. Não é possível num mundo como o de hoje tolerar a não-alternância de poder.
Um dos problemas sérios da administração Teixeira é a absoluta falta de transparência, o que dá margens às mais severas críticas. Justas. Não se sabe se o Santos está quebrado ou não, se o Teixeira não contrata porque não tem dinheiro ou porque tem outra coisa em mente. Não se sabe nada. Por isso bate-se tanto na administração MT, e com toda a razão. Enquanto não abrir a caixa preta, ou a Caixa de Pandora, vai-se continuar batendo. Eu, inclusive.

No entanto, isso não tira a responsabilidade da torcida em apoiar os jogadores que vestem a camisa, que foram contratados para isso, enquanto esses o fizerem. Incondicionalmente. Com paixão. Da mesma forma que isso não tira a responsabilidade da torcida em participar mais ativamente da vida política do clube. Como? Associando-se. Votando.
De nada adianta reclamar na mesa do bar que a administração precisa mudar, que assim não dá, que “Fora MT” se, na hora da eleição, não estiver lá para dar sua opinião, para contribuir com o futuro que a gente quer dar ao Santos.
Está satisfeito? Ótimo! Vá lá e diga isso nas urnas, também! É responsabilidade de todos nós, que queremos que o Santos continue a ser grande, que façamos a nossa parte. Associando-se e votando. O jeito é esse. Só esse.

Que venham os meninos!

Como eu previra, devem subir dos juniores, mesmo, o lateral Carletto, o talentoso meia Paulo Henrique e o artilheiro Thiago Luiz, além do zagueiro Diego Monar. Com isso, fecha-se o time do Santos.
São grandes apostas – com plenas condições de dar certo!
Além disso, gosto quando começamos sob a vaia da maioria. Quando ninguém dá crédito. Quando a imprensa ’sabe-tudo’ avacalha.
Aliás, estava lendo o blogo do Carlos Cereto e ele fez longas considerações sobre os times paulistas… mais especialmente São Paulo, Palmeiras, Corinthians… Sobre o Santos, escreveu duas linhas, basicamente com esse conteúdo: “sem dinheiro, não contratou. Esse será um ano terrível para a torcida do Santos”.
Respeito o Cereto, mas não sei como ele pode se dar o displante de dar uma de Mãe Dinah e bater o martelo sobre essa opinião dele… Primeiro, que o time do Santos não é ruim e ele, que vive disso, devia saber. Tudo o que mudou em relação ao ano passado foi a saída do Maldonado. Ok que é uma grande perda, mas não o suficiente pra derrubar o time pra segunda divisão.
Segundo que, se esses meninos derem certo – e algo me diz que darão – ele vai ter que engolir as palavrinhas dele a seco…
Enfim, mais uma vez, os meninos terão que fazer valer o DNA do Santos e colocar esse time nas alturas. Sem medalhões. Sem contratações estapafúrdias. Como sempre foi, como sempre será!