Boa sorte, Leão!

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E o Leão volta ao Peixe!

Dias atrás, assisti ao DVD da conquista de 2002. Sei que não tem nada a ver uma época com a outra, que uma meninada como aquela dificilmente acontecerá de novo. Mas é inevitável a comparação.

Estava torcendo para o Luxemburgo não renovar. Mesmo. Acho que já fomos dilapidados o suficiente. E acho que, com ele à frente, só nos restaria torcer para que alguém bom ocorresse no Iraty ou, agora, no Joinville. Luxemburgo perdeu minha confiança quando virou mais mercador do que técnico. Já deu no que tinha que dar.

Agora, meu medo é outro: meu medo é que o Marcelo Teixeira pense que estamos em 2002 e resolva deixar tudo – leia-se Libertadores, Brasileiro, Paulista… – nas mãos dos meninos da base.

Receio por esses garotos. Talvez possa até haver algum talento por lá, mas não será assim, na base da sapatada, que os meninos despontarão. Precisam de tempo. Precisam de maturidade. Precisam de apoio. Que terão com Leão, mas não sei se terão da torcida.

Em 2002, a torcida do Santos não cobrava a molecada. Já estávamos f… há tanto tempo que, se não caíssemos, já era lucro. Quando os meninos começaram a aparecer, a torcida só fez o que se esperava: apoiou, incondicionalmente, e deu no que deu.

Agora, a situação é outra. De lá pra cá, já ganhamos mais um Brasileiro e dois Paulistas. Não estamos nas filas nacionais. Nossa fila, agora, é de Libertadores. E Mundial. E os meninos da base, se subirem, não podem ser considerados os salvadores da Pátria. Precisam, como em 2002, do carinho da torcida. De paciência. E do apoio do treinador.

Apoio esse que terão com Leão, e não teriam com Luxemburgo.

Pelo menos isso já temos. Agora, resta desejar sorte. E que algum Deus do Futebol bote as mãos sobre a cabeça do Teixeira e o faça enxergar que precisamos de companheiros experientes para que Alemão e cia consigam ir pra frente.

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