Aos fascinados por etiquetas coloridas e pastas empilhadas: recebam com carinho essa coluna publicada por Pedro Doria no site no minimo
Bagunça é bom
O livro se chama A perfect mess: the hidden benefits of disorder – how crammed closets, cluttered offices, and on-the-fly planning make the world a better place. Carece de fôlego para ler, mas traduz-se mais ou menos assim: A bagunça perfeita; os benefícios escondidos da desordem – como armários entulhados, escritórios cheios de pilhas e planejamento em cima da hora fazem do mundo um lugar melhor.
Fazem mesmo.
Um trecho da resenha da Economist:
O lobby da arrumação fala dos benefícios da organização mas não de seus custos. Um sistema de organização no qual os papéis importantes ficam próximos do teclado e o resto distribuído em pilhas mais ou menos desconexas não toma muito tempo para gerenciar. Guardar cada papel em uma categoria precisa, com códigos de cor separando pastas e um sistema de referências cruzadas tomará tempo. No fim, provavelmente não economiza o tempo perdido.
A tese dos autores vai além:
Os autores do livro passam pela psicologia, estudos de gerência, biologia e física para mostrar porque um pouco de bagunça faz bem. Principalmente, ela cria mais espaço para coincidência e surpresas. Alexander Fleming descobriu a penicilina porque era notoriamente desorganizado e não limpou o prato de cultura, permitindo que esporos de fungos matassem bactérias. Ele comentou ácido ao visitar o laboratório impecável de um colega: ‘nenhum risco de criar mofo, aqui’.
Que os prezados leitores estejam informados, pois.