O que que há, velhinho?

É,  nação santista! Exultem pelos resultados e regozijem-se com os 4 gols feitos diante do poderoso esquadrão de Sertãozinho.

Eu, que não via esse time com bons olhos, continuo não vendo. Ok, somos líderes – com três rodadas e um jogo a mais. Aí é covardia!

O Santos pode vencer o Paulista? Ô, se pode! Mesmo porque os adversários também não são a última bolacha do pacote.

Agora, analisando seriamente: Não acho, mesmo, que o time do Santos seja ruim. Também não é bom, mas ruim não é. É normal. Arroz com feijão – e pouco tempero.

Temos algumas peças especiais – Zé Roberto e Maldonado são as mais óbvias. Mas algumas coisas ainda me incomodam: o ataque continua sendo de nervos. Tudo bem que Fabiano e Jonas não são ruins (pelo contrário) mas falta catimba para os dois na Libertadores. Precisamos de alguém mais.. mais… mais “Zé Roberto” na frente.

O meio-de-campo é ótimo. Sem retoques. Com a chegada de Pedrinho 100%, então, teremos até gente boa no banco (deve sobrar pro coitado do Tabata. Eu botava o Santana no banco, fácil!).

As laterais estão muito bem servidas, desde que ninguém se machuque.

Agora, a defesa… huuuuum, a defesa! O que era nosso ponto forte no ano passado virou Calcanhar de Aquiles. Bom, com Antonio Carlos Sênior sendo o destaque do setor dá pra imaginar o que é o resto…

Mas a minha preocupação, mesmo, não é com o Paulista. Nem (muito) com a Libertadores. Minha preocupação é com depois de julho.

O Zé Roberto já falou que volta para a Europa. O Santana (ok, não gosto dele, mas é o que temos) também só renovou até o meio do ano. Duvido que o Maldonado fique, especialmente se mostrar o futebol que sabe jogar. Sabemos como é a Libertadores – até as revelações, como Fabiano, podem tomar o caminho do Mar Mediterrâneo – malinha em mãos, passaporte carimbado e hablando un español muy hermoso…

O que será de nós depois de julho? O que pensa o presidente Marcelo Teixeira? Tem alguma carta nas mangas ou vai fechar e abrir um bingo?

O Rei que se cuide, porque pode não sobrar peões para defendê-lo. E aí, xeque-mate!

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